Com mais de 4,4 mil processos judiciais ativos relacionados a fraldas e dietas, a Prefeitura de Campo Grande firmou, nesta terça-feira (28), convênio com a Maternidade Cândido Mariano para reorganizar o atendimento às mães atípicas na Capital.
O acordo garante repasse mensal à instituição e integra um novo modelo criado para dar mais agilidade na entrega dos insumos e garantir acompanhamento contínuo às famílias.
A proposta é atender crianças de 0 a 12 anos dentro da maternidade, com suporte multiprofissional. Após essa faixa etária, o atendimento segue pelo Núcleo de Apoio às Mães Atípicas NAMA.
Um levantamento inicial do núcleo identificou 614 casos dentro desse universo de processos, o que levou o município a estruturar uma resposta mais organizada para a demanda.
A prefeitura também iniciou um censo para mapear essas famílias e melhorar o direcionamento dos recursos públicos.
Durante a assinatura, a prefeita Adriane Lopes afirmou que o modelo foi construído a partir de estudos e busca por soluções viáveis
“Buscamos referências no país e não encontramos um modelo como este. Estamos construindo uma solução com responsabilidade na aplicação do recurso público e com o apoio dos órgãos de controle, dando um encaminhamento estruturado e permanente a uma demanda importante”
A maternidade passa a atuar como parceira no atendimento, com equipes formadas por assistentes sociais, psicólogos e pediatras, ampliando o acolhimento e a organização das demandas.
Para a Defensoria Pública, a medida pode ajudar a reduzir a judicialização e dar mais eficiência ao serviço
“Foi uma construção coletiva. A proposta é organizar esse fluxo e dar mais eficiência ao atendimento”
O cadastramento já está em andamento e pode ser feito pelo telefone 67 99179 5948.
A iniciativa amplia uma política já existente coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde Sesau, com atendimento agora também dentro da maternidade.