Atendimento de criança indígena em meio à crise de saúde provocada pela doença (Foto: Divulgação/Prefeitura de Dourados)
O avanço dos casos de chikungunya em Dourados, especialmente entre a população indígena, levou o governo federal a anunciar medidas emergenciais de apoio às comunidades afetadas. Entre as ações está a distribuição de 6 mil cestas básicas, prevista para ocorrer entre abril e junho.
A iniciativa envolve diferentes órgãos, incluindo o Ministério dos Povos Indígenas, Funai, Ministério do Desenvolvimento Social, Conab, Sesai e a Defesa Civil, com foco em garantir segurança alimentar às famílias durante o período crítico da doença.
Além da ajuda humanitária, também foi autorizada a ampliação do sistema de abastecimento de água nas aldeias Jaguapiru e Bororó, que fazem parte da reserva indígena do município. O projeto, elaborado pelo Governo de Mato Grosso do Sul, prevê a perfuração de dois novos poços e deve beneficiar cerca de 30 mil indígenas.
A execução ficará sob responsabilidade da Agesul, e a autorização para a obra tem validade de três anos.
A deficiência no acesso à água tratada é apontada como um dos fatores que contribuem para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da chikungunya. Em muitas aldeias, o armazenamento é feito de forma improvisada, criando ambientes favoráveis para o desenvolvimento do inseto.
Desde o início do surto, registrado em março, já foram confirmadas cinco mortes na região, todas de indígenas. Entre as vítimas estão idosos e também duas crianças, evidenciando a gravidade da situação nas comunidades.
Diante do cenário, autoridades reforçam a necessidade de ações estruturais e emergenciais para conter a disseminação da doença e reduzir seus impactos sobre a população indígena local.